O que é melhor para o uso diário de iPhones: Touch ID ou Face ID?

Já se passaram três anos desde que a Apple lançou o Face ID e o dobro do tempo desde que lançou o Touch ID. Tempo mais do que suficiente para formar opiniões e experiências, não acha? Então, o Face ID é realmente o verdadeiro sucessor do Touch ID?
Inovação ou não?
A história padrão, que não vale muita discussão, é se a Apple fez algo primeiro. De qualquer forma, o iPhone 5S introduziu o Touch ID nos telefones da Apple pela primeira vez. Graças ao formato exclusivo da tecla Home, a Apple inicialmente teve uma vantagem sobre os concorrentes. Por exemplo, qualquer pessoa que usou tanto o 5S quanto o Galaxy Note 4 na época sabe: enquanto no 5S bastava pressionar o botão Home, no Note 4 era preciso deslizar o dedo sobre ele. Às vezes funcionava, às vezes não, e era muito, muito frustrante. Pode esquecer a ideia de desbloquear com uma só mão.
No entanto, a época em que a Apple era de fato uma grande inovadora já passou há muito tempo. Agora parece que todo mundo está fazendo isso primeiro, e quando a Apple faz, torna-se um padrão geralmente aceito. Assim, com o lançamento do iPhone X, veio o Face ID. O Touch ID desapareceu das nossas vidas (pelo menos nos dispositivos mais recentes) porque o botão físico inicial também sumiu. O Face ID reconhece seu rosto e representa um avanço na evolução do desbloqueio de celulares, mesmo que a Apple tenha anunciado um novo recurso. Isso é mesmo verdade?
O Face ID funciona muito bem “na teoria” – você pega o celular, olha para ele e ele desbloqueia. Bacana, né? Será que funciona mesmo dessa forma? Bem, funciona, porém tem alguns problemas…
Óculos de sol
Embora a Apple afirme que o Face ID “enxerga” através dos óculos, não conseguimos alcançar esse resultado em 99% dos casos. Quer você tenha os famosos óculos de sol Ray-Ban (como o modelo Wayfarer) ou de outras marcas, os testes realizados com eles, assim como com todos os outros tipos de óculos, mostraram que o Face ID simplesmente não reconhece o rosto. Por exemplo, o Face ID reconhece um rosto usando óculos em apenas cerca de 10% das vezes, talvez devido à refração da luz ou efeitos semelhantes.
Portanto, nas ruas durante os meses de verão, o Touch ID supera o Face ID. O motivo é simples: sensores infravermelhos, ou seja, câmeras, não conseguem penetrar certos tipos de vidro. Você pode resolver parcialmente esse problema desativando a opção “Reconhecimento” do Face ID, que permite que a câmera detecte e desbloqueie seu telefone sem que você precise olhar para ele. Isso é, obviamente, uma questão de segurança (sobre a qual o próprio iPhone irá alertá-lo), mas se você estiver disposto a correr esse risco, vá em frente.
Ganhador: Touch ID
Trabalho diário no escritório
Muitas pessoas usam seus celulares no escritório, colocando-os em um suporte ou segurando-os perto da tela do computador. Pode não ser o ideal para a produtividade, mas acredite, é muito útil. Nesse caso, o Face ID é definitivamente uma solução melhor do que o Touch ID, porque você pode simplesmente olhar para o telefone e ele será desbloqueado, enquanto que com o Touch ID, devido à posição do telefone, você não pode nem mesmo tocar no leitor de impressões digitais.
Ganhador: Face ID
Dirigir um carro
A menos que seu telefone esteja configurado para reconhecer seu rosto diretamente, desbloquear e fazer contato é muito mais fácil com um dispositivo Touch ID. É simplesmente mais fácil pressionar e desbloquear o botão inicial com o dedo do que aproximar o celular do rosto para que ele detecte sua presença e o desbloqueie.
Ganhador: Touch ID
Velocidade de desbloqueio e inicialização
Teoricamente, o Face ID deveria ser mais rápido, mas na prática, não é. Mesmo que detecte seu rosto imediatamente, leva de meio segundo a um segundo para fazer uma “simulação” de desbloqueio e ativação da tela. O Touch ID funciona muito mais rápido aqui.
Por outro lado, um problema ainda maior pode ser o fato de o Face ID muitas vezes não conseguir detectar seu rosto, então você olha para ele, move a tela, tenta reconhecê-lo… e durante todo esse tempo, o Touch ID já teria desbloqueado o dispositivo. Com o Face ID, eventualmente você precisará inserir o PIN para desbloquear.
Ganhador: Touch ID
Luvas/Mãos Molhadas
Assim como usar óculos de sol é a “kryptonita” do Face ID, o Touch ID também tem seus próprios problemas. Se for inverno e você estiver usando luvas, não conseguirá desbloquear o telefone. Além disso, se suas mãos estiverem molhadas por qualquer motivo, a leitura também não será bem-sucedida. O Face ID não apresenta esses problemas.
Ganhador: Face ID
Deitado na cama ou ‘ângulos’ estranhos
Embora a Apple afirme que o Face ID aprende com o tempo e se adapta ao seu rosto, não notamos nada parecido. Embora ligar e desbloquear o aparelho fosse um problema no início, o mesmo ocorreu alguns meses depois.
Isso é especialmente frustrante quando se trata de algumas posições não naturais – por exemplo, se você estiver deitado de lado na cama e quiser olhar algo no celular (talvez fazer uma aposta no site de alguma das melhores casas de apostas online listadas no link), ou se o celular estiver no seu peito e você estiver olhando para ele, e coisas do tipo.
Ganhador: Touch ID
Resultado final
Neste pequeno teste, totalmente subjetivo, o Touch ID venceu por 4 a 2, mas isso se deve, obviamente, ao fato de o uso ser individual e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O que é uma pena neste caso específico é que a Apple perdeu a oportunidade de manter o Touch ID nos novos iPhones e introduzir o Face ID, porque essa combinação teria sido a ideal.
As patentes revelam que a Apple também considerou essa possibilidade, mas ninguém sabe quais fatores levaram a que ela não se concretizasse. Sabendo que a competição conta com esse tipo de suporte há muito tempo, fica claro que as limitações técnicas não são o motivo.